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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Diário de Ali - Parte II

Todas elas continuaram lá, paradas. Alguma coisa me dizia que aquelas meninas não haviam combinado de se encontrarem no meu quintal ao mesmo tempo. Quando eu vi que elas se encararam e se fecharam em um pequeno círculo, percebi que eu estava certa. Spencer mexia suas mãos de maneira autoritária em direção as outras. A Mechas-Pink fincou suas botas ridículas bem em cima do meu gramado perfeito. A bochechuda fez uma careta e enrolou um pedaço do seu cabelo opaco no dedo. A ombros de nadadora fitou o chão com cara de culpada. 

"Eu cheguei aqui primeiro" esbravejou uma. "Eu cheguei antes de você", choramingou a outra. "Eu vi você saindo da sua casa agora há pouco".

De repente eu tive quase certeza do motivo delas estarem aqui e o que elas procuravam. Eu gostaria de ter ouvido mais o que elas falaram mas, de repente, senti uma mão em meu ombro. Como sempre, eu fui puxada para outro assunto. É assim que a família DiLaurentis trata você. Nós sabemos perfeitamente o que está acontecendo mas tudo que devemos fazer é discutir. Quando a discussão entre elas estava encerrada, meu irmão Jason apareceu na porta dos fundos e começou a resmungar, andando enfurecido pelo quintal. As meninas correram. Eu queria matar Jason! 

Jason colocou e tirou o capuz de sua cabeça várias vezes. De repente, ele começou a olhar para o quintal de Spencer. Melissa estava sentada na borda de uma banheira de hidromassagem com Ian Thomas. A cara que Jason fez era de ódio. Suas bochechas ficaram tão vermelhas quanto os tomates da mamãe. Eu quase soltei uma gargalhada. Não é possível que ele goste dessa nojentinha. Ele está com ciúmes de ver ela com Ian? 

Eu, particularmente, acho que Ian merecia alguém melhor.

Finalmente, Jason começou a andar. Se enfiou no meio da floresta, se afastando completamente das meninas, que estavam escondidas nos arbustos. Depois de eu ter certeza que Jason se foi de vez, eu mesma apareci na porta dos fundos. Os olhos das meninas se arregalaram quando me viram. Elas ficaram imóveis. Elas me lembraram aqueles veados, que as vezes querem saltar no meio da estrada, mas em vez de saltar, ficam ali parado, sem certeza do que fazer.

"Vocês podem sair", eu disse com um tom de voz meio chatinho. 


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